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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Discurso Histórico de Martin Luther King (I Have a Dream) Eu tenho um sonho!


Em 1963 Martin Luther King proferiu o discurso profético "I Have a Dream", nos degraus do Lincoln Memorial, em Washington. O discurso, fez parte da Marcha de Washington por Empregos e Liberdade, e foi um momento decisivo na história do Movimento Americano pelos Direitos Civis. Realizado para uma platéia de mais de duzentas mil pessoas que apoiavam a causa, o discurso é considerado um dos maiores na história e foi eleito o melhor discurso estadunidense do século XX numa pesquisa feita no ano de 1999.


Letra do Discurso:



"Eu estou contente em unir-me com vocês no dia que entrará para a história como a maior demonstração pela liberdade na história de nossa nação.

Cem anos atrás, um grande americano, na qual estamos sob sua simbólica sombra, assinou a Proclamação de Emancipação. Esse importante decreto veio como um grande farol de esperança para milhões de escravos negros que tinham murchados nas chamas da injustiça. Ele veio como uma alvorada para terminar a longa noite de seus cativeiros.
Mas cem anos depois, o Negro ainda não é livre.
Cem anos depois, a vida do Negro ainda é tristemente inválida pelas algemas da segregação e as cadeias de discriminação.
Cem anos depois, o Negro vive em uma ilha só de pobreza no meio de um vasto oceano de prosperidade material. Cem anos depois, o Negro ainda adoece nos cantos da sociedade americana e se encontram exilados em sua própria terra. Assim, nós viemos aqui hoje para dramatizar sua vergonhosa condição.

De certo modo, nós viemos à capital de nossa nação para trocar um cheque. Quando os arquitetos de nossa república escreveram as magníficas palavras da Constituição e a Declaração da Independência, eles estavam assinando uma nota promissória para a qual todo americano seria seu herdeiro. Esta nota era uma promessa que todos os homens, sim, os homens negros, como também os homens brancos, teriam garantidos os direitos inalienáveis de vida, liberdade e a busca da felicidade. Hoje é óbvio que aquela América não apresentou esta nota promissória. Em vez de honrar esta obrigação sagrada, a América deu para o povo negro um cheque sem fundo, um cheque que voltou marcado com "fundos insuficientes".

Mas nós nos recusamos a acreditar que o banco da justiça é falível. Nós nos recusamos a acreditar que há capitais insuficientes de oportunidade nesta nação. Assim nós viemos trocar este cheque, um cheque que nos dará o direito de reclamar as riquezas de liberdade e a segurança da justiça.

Nós também viemos para recordar à América dessa cruel urgência. Este não é o momento para descansar no luxo refrescante ou tomar o remédio tranqüilizante do gradualismo.
Agora é o tempo para transformar em realidade as promessas de democracia.
Agora é o tempo para subir do vale das trevas da segregação ao caminho iluminado pelo sol da justiça racial.
Agora é o tempo para erguer nossa nação das areias movediças da injustiça racial para a pedra sólida da fraternidade. Agora é o tempo para fazer da justiça uma realidade para todos os filhos de Deus.

Seria fatal para a nação negligenciar a urgência desse momento. Este verão sufocante do legítimo descontentamento dos Negros não passará até termos um renovador outono de liberdade e igualdade. Este ano de 1963 não é um fim, mas um começo. Esses que esperam que o Negro agora estará contente, terão um violento despertar se a nação votar aos negócios de sempre

. Mas há algo que eu tenho que dizer ao meu povo que se dirige ao portal que conduz ao palácio da justiça. No processo de conquistar nosso legítimo direito, nós não devemos ser culpados de ações de injustiças. Não vamos satisfazer nossa sede de liberdade bebendo da xícara da amargura e do ódio. Nós sempre temos que conduzir nossa luta num alto nível de dignidade e disciplina. Nós não devemos permitir que nosso criativo protesto se degenere em violência física. Novamente e novamente nós temos que subir às majestosas alturas da reunião da força física com a força de alma. Nossa nova e maravilhosa combatividade mostrou à comunidade negra que não devemos ter uma desconfiança para com todas as pessoas brancas, para muitos de nossos irmãos brancos, como comprovamos pela presença deles aqui hoje, vieram entender que o destino deles é amarrado ao nosso destino. Eles vieram perceber que a liberdade deles é ligada indissoluvelmente a nossa liberdade. Nós não podemos caminhar só.

E como nós caminhamos, nós temos que fazer a promessa que nós sempre marcharemos à frente. Nós não podemos retroceder. Há esses que estão perguntando para os devotos dos direitos civis, "Quando vocês estarão satisfeitos?"

Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto o Negro for vítima dos horrores indizíveis da brutalidade policial. Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto nossos corpos, pesados com a fadiga da viagem, não poderem ter hospedagem nos motéis das estradas e os hotéis das cidades. Nós não estaremos satisfeitos enquanto um Negro não puder votar no Mississipi e um Negro em Nova Iorque acreditar que ele não tem motivo para votar. Não, não, nós não estamos satisfeitos e nós não estaremos satisfeitos até que a justiça e a retidão rolem abaixo como águas de uma poderosa correnteza.

Eu não esqueci que alguns de você vieram até aqui após grandes testes e sofrimentos. Alguns de você vieram recentemente de celas estreitas das prisões. Alguns de vocês vieram de áreas onde sua busca pela liberdade lhe deixaram marcas pelas tempestades das perseguições e pelos ventos de brutalidade policial. Você são o veteranos do sofrimento. Continuem trabalhando com a fé que sofrimento imerecido é redentor. Voltem para o Mississippi, voltem para o Alabama, voltem para a Carolina do Sul, voltem para a Geórgia, voltem para Louisiana, voltem para as ruas sujas e guetos de nossas cidades do norte, sabendo que de alguma maneira esta situação pode e será mudada. Não se deixe caiar no vale de desespero.

Eu digo a você hoje, meus amigos, que embora nós enfrentemos as dificuldades de hoje e amanhã. Eu ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano.

Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença - nós celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais.

Eu tenho um sonho que um dia nas colinas vermelhas da Geórgia os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos desdentes dos donos de escravos poderão se sentar junto à mesa da fraternidade.

Eu tenho um sonho que um dia, até mesmo no estado de Mississippi, um estado que transpira com o calor da injustiça, que transpira com o calor de opressão, será transformado em um oásis de liberdade e justiça.

Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu tenho um sonho hoje!

Eu tenho um sonho que um dia, no Alabama, com seus racistas malignos, com seu governador que tem os lábios gotejando palavras de intervenção e negação; nesse justo dia no Alabama meninos negros e meninas negras poderão unir as mãos com meninos brancos e meninas brancas como irmãs e irmãos. Eu tenho um sonho hoje!

Eu tenho um sonho que um dia todo vale será exaltado, e todas as colinas e montanhas virão abaixo, os lugares ásperos serão aplainados e os lugares tortuosos serão endireitados e a glória do Senhor será revelada e toda a carne estará junta.

Esta é nossa esperança. Esta é a fé com que regressarei para o Sul. Com esta fé nós poderemos cortar da montanha do desespero uma pedra de esperança. Com esta fé nós poderemos transformar as discórdias estridentes de nossa nação em uma bela sinfonia de fraternidade. Com esta fé nós poderemos trabalhar juntos, rezar juntos, lutar juntos, para ir encarcerar juntos, defender liberdade juntos, e quem sabe nós seremos um dia livre. Este será o dia, este será o dia quando todas as crianças de Deus poderão cantar com um novo significado.

"Meu país, doce terra de liberdade, eu te canto.

Terra onde meus pais morreram, terra do orgulho dos peregrinos,

De qualquer lado da montanha, ouço o sino da liberdade!"

E se a América é uma grande nação, isto tem que se tornar verdadeiro.

E assim ouvirei o sino da liberdade no extraordinário topo da montanha de New Hampshire.

Ouvirei o sino da liberdade nas poderosas montanhas poderosas de Nova York.

Ouvirei o sino da liberdade nos engrandecidos Alleghenies da Pennsylvania.

Ouvirei o sino da liberdade nas montanhas cobertas de neve Rockies do Colorado.

Ouvirei o sino da liberdade nas ladeiras curvas da Califórnia.

Mas não é só isso. Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Pedra da Geórgia.

Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Vigilância do Tennessee.

Ouvirei o sino da liberdade em todas as colinas do Mississipi.

Em todas as montanhas, ouviu o sino da liberdade.

E quando isto acontecer, quando nós permitimos o sino da liberdade soar, quando nós deixarmos ele soar em toda moradia e todo vilarejo, em todo estado e em toda cidade, nós poderemos acelerar aquele dia quando todas as crianças de Deus, homens pretos e homens brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão unir mãos e cantar nas palavras do velho spiritual negro:

"Livre afinal, livre afinal.

Agradeço ao Deus todo-poderoso, nós somos livres afinal."

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Em 27 de janeiro de 1945 O Exército Soviético Liberta 7600 sobreviventes em AUSCHWITZ





      Em 27 de janeiro de 1945 o Exército soviético ocupa o campo de concentração de AUSCHWITZ, onde morreram mais de 2 milhões de pessoas, e libertou 7 600 sobreviventes.

      Os libertadores de Auschwitz eram ninguém mais, ninguém menos, do que os Soldados do Exército Vermelho.
      Auschwitz foi o maior campo de concentração nazista da Segunda Guerra Mundial. Era, na verdade, um complexo de vários campos. Foi criado em 1940, 1 ano após os nazistas terem invadido e ocupado a Polônia, que é aonde o campo ficava. A maioria dos prisioneiros eram judeus, mas também existiam políticos poloneses, membros da resistência antinazista, ciganos, homossexuais, elementos antissociais e é claro comunistas Soviéticos que tinham sido aprisionados pelos nazistas como prisioneiros de guerra e levados ao campo e formaram o quarto maior segmento de vítimas do campo de Auschwitz.


Assista abaixo a Reportagem: Sobreviventes do Holocausto - Jornal da Record

                                  


Edgard Brasil

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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Marchinhas de Carnaval, História e Politica!

      A partir de 1920, com rimas fáceis e bom humor, as marchinhas tornaram-se obrigatórias no carnaval. Mais que meros versos de folia, elas são crônicas da política e da sociedade brasileira representando o período político de cada época do Brasil.
   
      Por mais que muitos brasileiros falem que não gostam de política e tente fugir não tem jeito, nós sempre fomos um povo político e questionador, isso está em nosso sangue desde muitos antes dos europeus chegarem aqui, pois nossos Nativos (índios), souberam fazer política como ninguém e até hoje estão aí diferentemente de outros nativos de outros países que já foram extintos ou totalmente aculturados

      Com o passar dos anos aquele modelo antigo de fazer política e sério acabou dando lugar para um novo tipo de critica a política. As Marchinhas de Carnaval, com letras curtas, repetitivas, mas com letras pesadas expondo o momento que o país vivia naquele momento, as mais conhecidas são:

Retrato do Velho – Getúlio. Vargas
      Nas eleições de 3 de outubro de 1950, quando Getúlio Vargas voltou à presidência da República por via democrática (após 15 anos como ditador, de 1930 a 45), a trilha sonora da vitória foi uma marchinha de carnaval. “Bota o retrato do velho outra vez, bota no mesmo lugar”, cantava o povo, repercutindo a composição de Haroldo Lobo e Marino Pinto lançada por Francisco Alves, após gravação realizada em 16 de outubro de 1950, na Odeon. O sucesso foi tanto que estendeu as comemorações pela eleição de Getúlio Vargas até o carnaval de 1951.


Varre, varre, vassourinha! - Jânio Quadros.
      Usado por Jânio Quadros, candidato do PTN apoiado pela conservadora UDN nas eleições para a presidência do Brasil em 1960. Jânio se apresentava em alguns de seus discursos com uma vassoura falando que iria varrer a corrupção do Brasil


“Ei, você aí, me dá um dinheiro aí, me dá um dinheiro aí!” – JK. 
      No governo Juscelino Kubitschek, em agosto de 1958, o Secretário de Estado dos EUA John Foster Dulles, veio ao Brasil para uma importante missão americana: tratar da situação do petróleo, referente a campanha nacionalista “O petróleo é nosso”. Nesses tipos de reuniões era dado um tempo aos fotógrafos e cinegrafistas para o registro dos fatos. Em um desses momentos, o fotógrafo do Jornal Brasil, Antônio Andrade, fez uma foto polêmica que dá a impressão de que JK estende a mão e suplica algo ao secretário norte-americano, que parece abrir a carteira em busca de dinheiro. Não deu outra, o JB publicou a fotografia em sua primeira página sob o título ‘Me dá um dinheiro aí’, em referência à marchinha de carnaval que era sucesso da época.


Hit do Carnaval 2016 - Marchinha do Japonês da Federal 
A Marchinha se refere aos políticos e empresários presos pela Operação Lava Jato.



Edgard Brasil
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O mundo atual está cada vez mais chato!

      As vezes fico pensando como esse mundo atual está chato. Quando era criança me zoavam de baixinho da Kaiser, cabeça d'água, seu boneco, seu barriga e se fosse pra casa chorando meu pai me dava uma surra e mandava-me voltar e zoar também. Não me revoltei com ninguém e até hoje nem esquento, quero mais zoar e ser zoado rsrsrsrs. Hoje tudo é Bullying, muitos pais passam a mão na cabeça de seus filhos e desde cedo os entopem de remédios para superar os traumas sofridos pelo coleguinha. E esquecem que a vida em si o trará muitos mais traumas do que zoação de criança e esquecem de preparar seus filhos para a vida.
      As pessoas hoje se preocupam muito como vão agir, o que falar e o que fazer. Se você tem opinião recebe o rótulo de certinho, detentor do saber, se não tem opinião é chamado de em cima do muro. Se pedirmos a ajuda de alguém para determinada função logo te chamam de preguiçoso, olha lá, não sabe fazer nada sozinho. Aí se começamos a fazer tudo por nós mesmos sem a ajuda de ninguém já começam a nos chamar de individualistas.

       Nossa sociedade atual está ficando dependente de remédios, o remédio virou o escape para tudo se resolver. Estamos perdendo a noção de aprender com o erro, de saber lhe dar com as situações, estamos nos preocupando muito com o outro, no que vão falar no que irão achar. E esquecemos do mais importante que é viver.

       A vida é curta demais para ficar esquentando com isso, é tudo muito simples de se resolver. Quem gostar de você fica e se aproxima e quem não gostar se afaste pronto. Tudo tem jeito, menos a morte e o tempo que já passou!

       Preocupe-se em ser feliz, em ser você e não um modelo que a sociedade lhe impõe. Ame, grite, cante, sorria, dance, iluda, odeie, viva, chore, brinque… Não tenha limites para as ações e atitudes. Seja FELIZ, isso basta.

       Pois, como disse o grande Charlie Chaplin: “A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos.”


Edgard Brasil
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sábado, 23 de janeiro de 2016

Do Entreguismo a Manipulação de Notícias!

      Qualquer um que tenha o hábito de ler bons livros, bons sites na internet ou até mesmo que prestou atenção nas aulas de História e Geografia na época do colégio sabe que a Rede Globo apoiou a Ditadura Militar e o Fora Collor. De todas as emissoras foi a única que conseguiu crescer nesses períodos sombrios da História do nosso país.

       Hoje graças aos deuses da informática e da Internet que criaram essa máquina fantástica que pode ser usada para diversos fins, inclusive para propagar a informação. A Internet vem detonando e tirando total credibilidade da REDE GLOBO. Qualquer um ao assistir um dos noticiários jornalísticos da GLOBO tem a impressão de que o Brasil não existe e tudo parou e vivemos em um inferno de Dante. O jornalismo se baseia totalmente a atacar o Governo Dilma e denegrir a imagem do ex-presidente Lula respeitado no mundo todo.

      Aqui no Rio de Janeiro, estado onde moro o Governador é o Pezão, antigo Vice de Sérgio Cabral e atual Governador do RJ. O Rio de Janeiro está um caos total a educação pública está totalmente sucateada, professores até agora ainda não receberam férias e nem décimo, a CEDAE companhia de águas e esgotos sucateada, largada as traças, o DETRAN e entre outros órgãos todos administrados pela atual gestão do PMDB. Qualquer um hoje se for fazer uma análise dos estados que estão sendo tocados por PSDB e PMDB verá o quanto eles estão sucateando e largando as traças para que nas próximas eleições venha com um discurso de que precisa privatizar para levantar esses órgãos.

       A REDE GLOBO, essa emissora elitista, entreguista e golpista blindou totalmente as gestões do PSDB e PMDB e simplesmente ignora as informações sobre esses partidos e quando noticia são lances rápidos nos programas jornalísticos para dizer que não falou.

       Como professor e brasileiro gostaria que essa emissora agisse com a mesma ferocidade e raiva com os governos PSDB e PMDB assim como está agindo contra o PT. Professores e alunos sendo socados e feitos de marginais pela policia do senhor Geraldo Alckmin em São Paulo. Porque ele não manda essa mesma policia agir com toda essa raiva com o PCC que zomba e faz o que quer em São Paulo. Aqui no Rio de Janeiro bandidos andam armados em público, assaltam a qualquer hora e fazem o que querem.

       O Senhor Aécio com quase meia tonelada de drogas em um helicóptero e o caso foi esquecido e nem sequer a REDE GLOBO noticiou isso nas retrospectivas de fim de ano de 2015 e essa semana o senhor Aécio mandou retirar um estudante de uma de suas palestras, pois o estudante fez a pergunta sobre o caso do pó sem dono. Não vi nenhum noticiário sobre os casos de propina nos governos FHC e a denúncia de que Aécio era um dos mais chatos na cobrança de propina.

       Jair Bolsonaro abusa de sua ignorância insultando tudo e todos, inventando calúnias, difamações, foi pego pescando com rede em área proibida de proteção ambiental e NENHUMA NOTA????

       REDE GLOBO me desculpe, mas assim como Fidel disse: “A História me absolverá”, usarei essa frase para falar do ex presidente Lula que fez tanto por esse país e que há 30 anos é perseguido por vocês e até hoje não conseguiram provar nada juntamente com essa policia Federal vendida que a direita elitista brasileira infiltrou dos seus, pois sabe que nas urnas não irão conseguir voltar ao poder.

      Leitores. Sabe o motivo do porque de tantos escândalos de corrupção de toda a História de nosso país está sendo agora? Pois, pela primeira vez na História de nosso país temos um partido no poder que não recebeu apoio da mídia golpista e que descontenta os interesses da Elite!

Edgard Brasil
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quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

O dia em que CHE GUEVARA foi aplaudido de pé na ONU!


      Com seu terno verde oliva simples e uma linguagem muito transparente, o Comandante Ernesto Guevara representou Cuba na Assembleia Geral de Organização das Nações Unidas em 11 de dezembro de 1964. Com a sua palavra vibrante Che lutou em defesa de Cuba e das pessoas que sofreram os efeitos nocivos do colonialismo, neocolonialismo ou outras formas de exploração.

      Na parte inicial do seu discurso, Che disse que já soou o sino do colonialismo e que milhões de pessoas na África, Ásia e América Latina subiram para fundar uma nova vida e impor o seu direito irrestrito à autodeterminação e desenvolvimento independente de suas nações. 

     Che também disse que Cuba veio para dentro da ONU para definir a sua posição sobre os pontos mais importantes da controvérsia e faria com toda a responsabilidade. Ele sugeriu que não poderia haver uma coexistência pacífica só entre os países poderosos se realmente a intenção era garantir a paz no mundo, e, portanto, reivindicou o direito de convivência pacífica também uma realidade entre os países do Terceiro Mundo que sofreu durante anos agressão e exploração cruel. 

      Ele disse: 
"A coexistência pacífica deve ser exercida entre todos os Estados, independentemente do tamanho, relações históricas anteriores que ligavam e problemas que surgiram entre alguns deles, em um dado momento." 

       Denunciou as ações tomadas pelos Estados Unidos, que gravitaram para o desenvolvimento normal da convivência pacífica a nível global e em diferentes regiões em específico. 

       Ainda em seu discurso que se refere à situação de Porto Rico. Ele ressaltou o simbolismo da luta pela independência do patriota porto-riquenho Pedro Albizu Campos, que ele descreveu como um símbolo da América irredente mas ainda indomada. E lembrando que até mesmo manteve-se forte durante os muitos anos de encarceramento dos Estados Unidos.
 Che disse: 
"Anos e anos de prisão, as pressões insuportáveis ​​na cadeia, tortura mental, solidão, isolamento total do seu povo e sua família, a insolência do conquistador e seus lacaios na terra de seu nascimento; nada dobrou sua vontade.A Delegação de Cuba, em nome de seu povo, um tributo de admiração e gratidão a um patriota que dignifica a nossa América ".

      Ressaltou que, apesar das manobras e esforços dos EUA para submeter o povo de Porto Rico as suas vontades, os porto-riquenhos defenderam sua cultura e seu direito à independência.

      Também lembrou que há quatro anos o líder da Revolução Cubana Fidel Castro, em seu discurso nas Nações Unidas, em 26 de setembro de 1960, havia afirmado que devo parar a filosofia de pilhagem e cessar a filosofia de guerra. E vejam como o mundo era vários anos após a declaração de Fidel, Che disse a filosofia de pilhagem não só não cessou, mas manteve-se mais forte do que nunca.

      Destacou ainda os elementos utilizados pela ONU como reacionárias e utilizados para impor os seus interesses e para cometer crimes, como foi o caso do patriota Africano Patrick Lumumba. Sobre isso ele disse: "Como esquecer a maneira como ele foi traído na esperança de que Patrick Lumumba colocado nas Nações Unidas? Como esquecer as falcatruas e manobras que aconteceram na ocupação desse país por tropas das Nações Unidas, sob cujos auspícios os assassinos agiram com impunidade ao grande patriota Africano?"

      O discurso de Che na ONU foi um momento de especial importância na história da Revolução Cubana e enfatizou mais uma vez que Cuba não falava só para si, em defesa de seus interesses, ou para denunciar assaltos que foram realizados contra o nosso país, mas tê-lo essencialmente de representação e defesa de interesses legítimos dos diversos povos do mundo e também falou sobre esses graves problemas e perigos que podem afetar o mundo em geral, incluindo a desigualdade de câmbio, não respeitar os direitos dos países e suas fronteiras e a condenação da corrida armamentista e da exigência de desarmamento de contribuir para a preservação da paz em escala universal. 

Che com sua palavra vibrante expressa na arquibancada da ONU:

"Ao unir as vozes de todos os países do mundo que pedem o desarmamento geral e completo, a destruição de todos os arsenais nucleares, a cessação de toda a fabricação de novos dispositivos termonucleares e testes atômicos de qualquer tipo, é preciso salientar que, além disso, também deve ser respeitada a integridade territorial das nações e deve parar o braço armado do imperialismo, não menos perigoso, porque apenas armas convencionais empunhar " .

       Na parte final de seu discurso Che lembrou as principais questões levantadas na Segunda Declaração de Havana que foi aprovado em Assembleia Geral do povo cubano, realizada em 04 de fevereiro de 1962. E entre os princípios reafirmados por Che em relação a essa declaração importante, foi a seguinte:

"Porque esta grande humanidade disse" basta "e pôs em movimento !. E sua marcha de gigantes não vai parar até conquistar a verdadeira independência para o qual já estão mortos mais de uma vez vão ... "

      Usando o direito de resposta aos critérios apresentados por representantes de diferentes países, Che, entre outras coisas, que se refere à responsabilidade que foi impor a Cuba em relação à capacidade de Revolução em outros países da América Latina. 
Ele observou com particular significado:

"Consideramos, mil vezes, que as revoluções não são exportados. As revoluções nascem dentro das aldeias. "

      Che saiu do púlpito e foi aplaudido de pé por diversos representantes de seus respectivos países que lá estavam ao se dirigir para o seu lugar na Conferência. Menos pelo representante dos EUA que faltou a conferência em seu próprio país na cidade de Nova Iorque !

Assista o vídeo abaixo de Che Guevara discursando na ONU:


Edgard Brasil

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sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

O Sonho Esquecido de Brizola e a Criminalização dos Cieps


      Os Centros Integrados de Educação Pública (CIEPs), popularmente apelidados de Brizolões, foram um projeto educacional de autoria do antropólogo Darcy Ribeiro que os consideravam "uma revolução na educação pública do País". Implantado inicialmente no estado do Rio de Janeiro, no Brasil, ao longo dos dois governos de Leonel Brizola (1983 – 1987 e 1991 – 1994), tinha como objetivo oferecer ensino público de qualidade, em período integral, aos alunos da rede estadual. Os alunos entrariam na escola às 7 horas e só sairiam às 17, depois das aulas curriculares de atividades culturais e esportivas e visitas à biblioteca e à consultórios médicos. Na escola, fariam quatro refeições e só iriam para casa depois do banho.
       O projeto objetivava, adicionalmente, tirar crianças carentes das ruas, oferecendo-lhes os chamados "pais sociais", funcionários públicos que, residentes nos CIEPs, cuidavam de crianças também ali residentes. Os CIEPs era visto como um sonho do ex-governador do Rio Leonel Brizola, o ambicioso programa que ergueu 500 Centros Integrados de Educação Pública (Cieps) no Rio de Janeiro.
      Darcy Ribeiro alertava, à época, que o fim dos Cieps poria milhares de jovens à porta da delinquência. Tudo se confirmou. Hoje os Cieps se encontram jogados, alguns totalmente utilizados pelo trafico de drogas onde as piscinas e quadras são liberadas para as comunidades locais, alguns já foram invadidos por sem-teto. O plano de educação integral abandonado, plano esse que tiraria milhares de jovens das ruas e ocuparia suas cabeças e seus tempos com atividades voltadas ao seu desenvolvimento pessoal.
     A ideia dos CIEPs assustava tanto a elite que Roberto Marinho chegou a marcar uma reunião com Brizola e pedir que deixasse o projeto de lado e fizesse algumas escolinhas.
      O projeto dos CIEPS não só ameaçavam as elites, mais também a própria Rede Globo, tirar crianças da frente da televisão em uma época que sua audiência imperava com as louras globais e programas infantis que não traziam nada de bom para as crianças e os jovens e sim alienação e as transformar em uns verdadeiros zumbis anencéfalos como adultos.
      Uma escola integral em turno único, ofertando educação, cultura e cidadania; mantendo os jovens durante todo o dia longe das ruas e da sedução do crime organizado; dando alimentação, assistência médica, esportes e muito mais. Tudo isso, porém, tinha um custo e exigiria a ruptura de um velho paradigma da política brasileira de que os recursos públicos sejam colocados à disposição das nossas elites e não do povo. A inobservância desse princípio levou o presidente Getúlio Vargas ao desespero e suicídio; o presidente João Goulart à morte no exílio e a presidente Dilma, agora, a um completo isolamento político, culpados, todos eles, por fazerem transferência direta dos recursos públicos para o povo e não para as elites.

Brizola afirmava que:  

“As gerações formadas pelos Cieps farão por este País aquilo que nós não pudemos ou não tivemos a coragem de fazer” 

      Esta, e só esta, é a razão do ódio e do horror que essas escolas incutem até hoje em nossas elites. Não é a toa que com a saída de Brizola os CIEPS foram sendo esquecidos a cada governo que entrava até ficarem sucateados e sendo vinculados a marginalização e como centro de formação de bandidos. Um plano Educacional respeitado e elogiado no mundo todo acabou se tornando mais uma vítima da marginalização da Rede Globo e de nossas Elites que nos governam desde a Proclamação da República e que nada mais fez do que manipular, criminalizar e alienar o povo.  



“Não reconheço à Globo autoridade em matéria de liberdade de imprensa, e basta para isso olhar a sua longa e cordial convivência com os regimes autoritários e com a ditadura de 20 anos, que dominou o nosso país.”  (Leonel Brizola)

Edgard Brasil
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O MUNDO CONECTADO COM O LIVRE DA CAVERNA